Curtas: Alexandre Pires e o seu Illiabum

calendar 03 Setembro 2010 ás | user Miguel Tavares | coments 0 Comentários
alexandrepires

Aproveitando o começo dos trabalhos de pré-temporada do Illiabum fomos falar com o seu treinador, Alexandre Pires, para saber quais as perspectivas para esta nova época, e o que espera que alcance o conjunto por si comandado.

 

Da época passada transitam apenas 3 jogadores. É difícil começar tudo de novo?

Nunca é fácil começar. E mais difícil se torna quando algumas das referências que tínhamos o ano passado, por esta ou por aquela razão, não puderam continuar. Foram opções do treinador, outras foram opções pessoais dos atletas. As escolhas dos jogadores norte-americanos tiveram que ver com o facto de no ano passado não ter tido a vontade de correr qualquer tipo de riscos na escolha desses jogadores. Precisava de estar rodeado de gente que me pudesse ajudar, porque não são só os treinadores que ajudam os jogadores, os jogadores também ajudam os treinadores, e no meu caso tenho isso muito presente e muito em mente – é uma ajuda diária, e na temporada passada tive a necessidade de estar rodeado de jogadores que já conhecia da época anterior. Este ano, até por questões financeiras, não foi possível manter todos, mas o certo é que este clube respeitou todos os seus atletas, fez propostas de renovação a todos excepto um.

 

Como correram estes dois primeiros dias de treino? Os jogadores recém chegados estão a corresponder ao esperado?

Dentro de aquilo que consegui ver e das características que procurei eles têm essas características. Tive cuidado na escolha dos norte-americanos que queria, e nas características que queria que eles tivessem - apesar de ser sempre complicado porque se há 20 anos chegavam 6 americanos e tínhamos de escolher 2, nesta altura chegam-nos informações de milhares de americanos, sendo que as montagens de vídeos por vezes fazem milagres, e temos de escolher 3. Tive o cuidado, como tive o ano passado, de falar com os antigos treinadores das Universidades e dos Clubes por onde estes jogadores passaram e as referências que tenho são boas. A questão aqui é sempre a mesma: saber se conseguirão, ou não, produzir aquilo que esperamos deles, e isso é sempre uma incógnita.

 

Quais os objectivos para este ano? Melhorar o que foi feito no ano passado?

Não traçámos objectivos específicos o ano passado, nada nos foi imposto. É óbvio que em termos internos criámos objectivos para o grupo. Para este ano não foram traçados objectivos concretos, mas na cabeça de toda a gente está uma presença nos Playoffs e fazer melhor do que no ano passado, isto é, conseguir ganhar jogos nesta fase da competição.

 

Achas que este ano vamos continuar a ter Benfica e Porto a dominar, ou alguma equipa irá intrometer-se entre eles?

É sempre complicado quando comparamos orçamentos. Na minha carreira de jogador, felizmente, consegui passar por alguns clubes que tinham orçamentos superiores aos outros clubes, mas sempre tive claro que os orçamentos não jogam. Não jogam mas obviamente que têm algum peso na construção dos plantéis: a escolha dos atletas estrangeiros é feita a partir de um leque de opções que maior parte das equipas não têm hipóteses de lá chegar, e 99% dos clubes não têm condições para contratar os jogadores referência portugueses, o que limita um pouco. Mas penso que as equipas do Porto e do Benfica partem em vantagem – têm os melhores jogadores portugueses e procuram jogadores estrangeiros de uma qualidade e nível superior

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