Entrevista a António Herrera
Depois de uma época menos conseguida na Liga Portuguesa de Basquetebol, o Barreirense Cepsa surgiu em 2011-12 com algumas alterações: acertou nos seus norte-americanos e fez António Tavares regressar a uma casa que é sua. Para a equipa técnica, voltou a confiar num treinador vindo do país vizinho. O escolhido foi António Herrera, um técnico natural de Sevilha, Espanha, e que nas últimas épocas comandou a equipa espanhola do Promobys Tijola que disputa a Addeco Plata, tendo terminado a temporada transacta com um registo de 19 vitórias e 9 derrotas. Antes disso passou ainda pelas equipas técnicas do Fórum Valladolid e do Real Madrid.
O começo de temporada está a ser notável na equipa do Barreiro, e António Herrera terá de ter alguma culpa no cartório. Ele que considera que estar na Liga Portuguesa foi um passo em frente na sua carreira, e que confia no valor dos jovens jogadores que tem à sua disposição diz estar surpreendido com o que encontrou no clube da Margem Sul.
Eis António Herrera em discurso directo, no BasketPT.com!
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Numa entrevista disse que vir para uma liga principal era um passo em frente na carreira. Continua a sentir que vir para a LPB foi mesmo um passo em frente?
Acredito que sim.. Eu sou um treinador jovem que ainda tem muito para aprender. Para mim, estar em Portugal é uma grande experiência profissional e pessoal.
Apesar de ainda estarmos numa fase inicial da competição, qual a sua opinião sobre a qualidade da Liga? O que o surpreendeu pela positiva e pela negativa?
Para mim era importante que houvesse mais equipas na LPB e ao mesmo tempo que houvesse mais jogadores Portugueses a jogar e a serem influentes nas equipas.
Está satisfeito com as condições que tem encontrado no Barreiro?
O Barreirense é um Clube grande; estou agradavelmente surpreendido com a capacidade de trabalho e os conhecimentos dos directores e de todos os treinadores que trabalham no Clube desde os seniores à formação.
Disse também que um dos seus objectivos no Barreirense Cepsa seria ajudar os jovens a crescer. Sente que tem conseguido contribuir para isso?
Antes de vir para o Barreiro eu vi todos os jogos da equipa sénior e alguns dos Sub20 da época passada. Do meu ponto de vista, os nossos jovens têm melhorado em muitos aspectos esta época, mas isso não é por acaso, deve-se essencialmente à sua grande atitude e vontade de evoluir perante o trabalho que estamos a desenvolver.
São a equipa com mais jovens no plantel. Sente que está a orientar atletas com capacidade para voos mais altos que a Liga Portuguesa?
Temos uma equipa jovem com uma média de idades inferior a 22 anos. Eles sabem que têm excelentes qualidades para chegar tão alto quanto eles queiram mas para isso têm que estar dispostos a trabalhar diariamente e acreditar no trabalho que estamos a desenvolver e isso eu sei que eles estão.
Vários jogadores têm dito que o Barreirense Cepsa é a equipa que mais trabalha. Tem estado agradado com a resposta do plantel à sua exigência de trabalho?
Efectivamente devemos ser a equipa que mais trabalha em Portugal. Os jogadores adaptaram-se rapidamente aos novos métodos de trabalho e estou muito feliz com a resposta que estão a dar no seu trabalho diário.
António Tavares é o jogador mais experiente da equipa. Tem sido a referência e o modelo ideal para o crescimento dos jogadores mais jovens?
A figura de Antonio é a chave para que os nossos jovens possam crescer e melhorar, é um grande privilégio para todos ter um jogador como o Tavares na equipa..
A realidade do basquetebol português tem sido marcada pelos pavilhões com pouco público. Acredita que a forma de jogar do Barreirense Cepsa e as vitórias conseguirão trazer mais pessoas às bancadas do Pavilhão Luís de Carvalho?
Acredito que os nossos adeptos gostam do nosso estilo de jogo pois vêem que em todos os jogos tentamos dar tudo em campo, jogamos com grande intensidade e procuramos valorizar o espectáculo. Estou convencido que as pessoas que têm assistido aos jogos do Barreirense têm gostado do basquetebol que praticamos e que se têm divertido a ver os nosso jogos. É importante que os nossos adeptos quando vão assistir aos jogos desfrutem do espectáculo mas também que entendam que a nossa equipa é jovem e que necessita de tempo para conseguir atingir determinadas metas.
Ao nível do treino nos escalões de base, quais as grandes diferenças que tem encontrando entre o trabalho desenvolvido nos dois países?
Eu não encontrei grandes diferenças de maior. Talvez os níveis de exigência sejam a grande diferença.

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