Entrevista a Pedro Marques
Pedro Marques, base do Ginásio Clube Figueirense é o próximo entrevistado no BasketPT. Prestes a fazer 16 anos, este jovem jogador já saboreou por duas vezes a conquista de um Campeonato Nacional, tendo comandado o seu clube à vitória na Final4 de Sub16 que este ano se realizou no Seixal. Agora, prepara-se para, pela primeira vez na sua carreira, representar Portugal num Campeonato da Europa, uma vez que está na lista de atletas seleccionados por Augusto Araújo e Hugo Matos para o Europeu de Sub16 Masculinos - Divisão B.
Antes de partir para a Macedónia, fomos falar com Pedro Marques, e ficámos a saber quais as armas que permitiram que o seu Ginásio Figueirense voltasse a levantar a taça de Campeão Nacional de Sub16, quais as principais dificuldades que sente ao jogar com outras selecções europeias, a importântia que a mudança para o CNT teve na sua vida e a dificuldade de traçar planos futuros dentro da modalidade.
Eis Pedro Marques em mais uma entrevista BasketPT.
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| Fotos do Ginásio CF |
Este ano foste Campeão Nacional pela segunda vez na tua curta carreira. Defesa e espírito colectivo foram as principais armas para chegar ao título?
Sim, penso que sim, somos uma equipa de jogadores que jogam há muito tempo juntos e onde existem grandes amizades havendo por isso um grande espírito de equipa e muita solidariedade, tanto na defesa como no ataque sabemos que nos podemos apoiar uns nos outros e penso que em vários momentos do campeonato foi isso que nos levou a conseguir superar as dificuldades.
João Reveles e José Costa são duas figuras do basquetebol da Figueira da Foz. Sentes que na tua Geração há jogadores com a capacidade e vontade de trabalhar para que daqui a uns anos haja mais jogadores da formação a chegar à equipa do Casino Ginásio?
Penso que é uma pergunta difícil, pois capacidade e vontade haverá, mas nos dias de hoje é bastante complicado ser jogador profissional e acho que muitos jogadores podem acabar por seguir por outras áreas.
Durante dois anos estiveste integrado no CNT-Paulo Pinto. Em que parte do teu jogo sentes que mais melhoraste desde que te mudaste para S. João da Madeira?
Penso que nestes dois anos evolui muito em todos os aspectos do meu jogo, mas sinto que melhorei principalmente a nível táctico, pois já consigo compreender melhor o jogo e muitas vezes decidir melhor o que fazer em determinadas situações. Sinto que também evolui muito nos aspectos técnicos, principalmente no lançamento. Acho que ganhei também muita experiência com os jogos realizados contra equipas sub-18, sub-20 e algumas seniores.
E em termos de crescimento como pessoa, que avaliação fazes destes dois anos passados no Centro de Treino?
Nestes dois anos, acho que cresci bastante como pessoa, penso que ganhei mais responsabilidade e independência pois no Centro de Treino não temos o apoio constante dos nossos pais em tudo o precisamos. É muito difícil viver longe da família e dos amigos de sempre e é preciso ter grande capacidade de resistência para o conseguir, pois sabemos que é preciso superar várias coisas ao longo da nossa vida e viver no Centro de Treino fez com que eu crescesse nesse aspecto.
Dos confrontos que tens tido contra selecções de outros países, em que aspectos do jogo sentes mais dificuldades e maiores diferenças para aquelas que encontras nos campeonatos de Portugal?
Nos jogos que realizei contra outras selecções senti dificuldades principalmente a nível físico, os adversários geralmente são mais fortes a nível de estatura em várias posições o que nos condiciona tanto na defesa como quando atacamos. Em Íscar, enfrentámos grandes selecções como Espanha, Rússia e Montenegro e aí, havia sem dúvida grandes diferenças a nível de estatura. Estas selecções tinham jogadores que para além de fortes fisicamente também apresentavam grande qualidade técnica e que executavam com grande velocidade e eficácia.
Este ano participaste pela última vez nas Festas do Basquetebol Juvenil. Guardas boas lembranças das tuas participações em Portimão?
Sim, guardo, vou ter muitas saudades. Foram dias sempre muito bem passados sempre com grande diversão, onde a competição é muito mais forte que no campeonato de clubes e assim permite uma maior evolução. No entanto, sinto um pouco de tristeza de em nenhuma das edições das Festas em que estive presente ter conseguido chegado ao pódio com a minha selecção.
Que aspectos do teu jogo sentes que mais necessitas de melhorar para aumentar, ainda mais, o teu rendimento?
Penso que tenho de continuar a melhorar todos os níveis do meu jogo, tanto tácticos como técnicos, tentando assim conseguir obter uma maior consistência no meu lançamento, mas também sinto que tenho que trabalhar bastante a minha parte física.
Tens objectivos bem definidos para o teu futuro no basquetebol?
Não tenho objectivos bem definidos, mas claro que há coisas que gostaria de alcançar. Espero conseguir manter-me nas selecções ao longo da formação e gostaria de ser jogador profissional de basquetebol, o que hoje em dia não está nada fácil.


