O último jogo dos quartos de final reservou-nos uma surpresa com uma Lituânia imparável, ao ritmo dos bombos da claque, que trucidou por completo a ligeiramente favorita Argentina neste jogo, terminando com simpáticos 104-85 em pontos.
Nesta crónica devemos dar relevo à palavra simpáticos, ao falar do resultado pois quem assistiu ao jogo, viu uma superioridade a todos os níveis dos homens do leste europeu. Šarunas Marčulionis e Arvydas Sabonis podem sentir-se orgulhosos desta nova geração de jogadores de um país que apesar de pequeno, é capaz de produzir alguns dos melhores jogadores de basquetebol do Mundo de forma constante.
Neste Mundial tem sido Linas Kleiza a reclamar para si o estatuto de estrela lituana, e hoje uma vez mais não desapontou a legião de lituanos presentes em Istambul. 17 pontos e 9 ressaltos dizem bem da importância de Kleiza, jogador que nunca se esconde do jogo. Esta noite Kleiza contou com a ajuda de toda a equipa, já que foram 7 os lituanos a marcar mais de 10 pontos, sendo Simas Jasaitis (na foto) o melhor marcador com 19 pontos, e o autor do lance do jogo, quando já perto do final, e numa penetração pela linha de fundo afundou na cara de um argentina, sacando ainda uma falta.
Nos argentinos, tudo saiu mal. Scola, o melhor jogador do Mundial até este jogo, esteve desastrado concretizando apenas 13 pontos com 5 em 16 de 2pts. A diferença de jogo entre as duas equipas foi tal que o próprio Scola pouco depois do início do 4º período pediu para sair. Quem hoje se mostrou um verdadeiro guerreiro foi Carlos Delfino.
Base dos Milwaukee Bucks, e que provoca sempre grandes dores de cabeça aos seus marcadores, pois nunca se sabe se vai fazer valer o seu excelente jogo exterior ou as suas penetrações mortíferas para o cesto. Os 25 pontos de hoje não foram contudo suficientes para colocar a sua equipa em jogo até final.
Resta-nos a certeza de uma grande meia-final entre EUA e Lituânia.